Mesada pode ser um presente

Postado em 25/10/2016

Mesada pode ser um presente

Quando, quanto e como são as principais dúvidas dos pais ao pensar na mesada. Então, vamos às respostas! Independentemente da faixa etária da criança e da renda dos pais, sempre é possível dar estes ensinamentos sobre dinheiro. O ideal é que a criança comece a ganhar mesada quando já saiba fazer contas de soma e subtração, o que acontece a partir dos 6 anos. Antes disso, porém, alguns especialistas defendem que os pais podem eventualmente dar dinheiro para criança pagar algo e se familiarizar com as notas e os valores. Se for comprar um chocolate, por exemplo, dê o dinheiro na mão dela para que ela pague e entenda a relação de troca.

Sobre a quantia adequada para a mesada, o primeiro ponto a se pensar é no orçamento da família como um todo. Para isso é importante entender qual é a renda familiar e quanto dela é consumida nos gastos mensais. Feito isso, estabeleça um valor adequado pro seu padrão de vida e, no começo da mesada, divida a quantia por dois, para que a criança receba “quinzenadas”. Como a noção de tempo ainda não está muito fixada em crianças antes dos 10 anos, pagamentos quinzenais ajudam o filho a controlar melhor os gastos. Depois você pode evoluir para um pagamento mensal.

Para que a criança compre itens de maior valor, você não precisa aumentar drasticamente a quantia da mesada, mas pode considerar dar dinheiro como forma de presente em datas comemorativas (aniversário, Natal e mesmo Dia das Crianças). Isso pode ser feito mesmo por pais que optaram por não dar mesada.

A última dica de hoje diz respeito ao acompanhamento e à conversa com os filhos. Antes de começar a dar mesada, tenha um diálogo aberto e claro. Estabeleça o que você continuará pagando (roupas, por exemplo) e o que deve ficar por conta do filho. Assim, já ficam alinhados alguns parâmetros de como a criança deveria gastar o dinheiro. No acompanhamento, é fundamental se manter aberto para tirar dúvidas e entender como está sendo cada experiência de compra da criança. Fazendo isso, cada vez mais seu filho vai começar a ter noção do que lhe dá prazer e com o que não vale a pena gastar dinheiro.

Nos primeiros meses é natural que a criança não saiba como gastar, se descontrole e até mesmo compre coisas desnecessárias, mas sempre tenha em mente que é melhor ela cometer deslizes agora, com quantias pequenas, acompanhamento paterno e tirando aprendizados disto, do que no futuro, com cheque especial e cartão de crédito.

Texto publicado originalmente no jornal Destak. Thiago Alvarez, CEO do aplicativo GuiaBolso, escreve quinzenalmente sobre finanças pessoais e organização financeira na publicação. As colunas são publicadas sempre às segundas-feiras. 

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